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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Componentes da Comunicação de Marketing
Publicidade
Devido
à sua crescente importância a publicidade é muitas vezes confundida com o
conceito mais vasto de comunicação de Marketing, porém deve-se encarar a
publicidade como as comunicações de marketing pagas pelas empresas/instituições
para divulgar as suas mensagens através dos meios de comunicação sociais.
Definimos
publicidade como “O conjunto de operações relacionadas com a difusão de uma
mensagem publicitária junto dos seus destinatários, bem como as relações
jurídicas e técnicas daí emergentes entre anunciantes, agências de publicidade
e entidades que explorem os suportes publicitários ou que exerçam a atividade
publicitária”.
Desde
1980, que a publicidade está legalmente regulamentada, tendo sido aprovado o
primeiro Código da Publicidade português em 1990.
Publicidade Online
A
publicidade online ou display advertising consiste na colocação de banners digitais nos sites de interesse para
atingir o público-alvo, os quais têm ligação direta ao site da organização,
permitindo uma resposta direta.
Mecanismos de Ação de Publicidade nos Mass Media
Notoriedade – tornar o nome de uma marca familiar e
constantemente presente no espírito dos potenciais clientes utilizando a sua
repetição contínua;
Informação factual – difusão de certas informações factuais,
com o objetivo de mudar o comportamento do público-alvo;
Persuasão – convencer os destinatários de que este ou
aquele comportamento será útil e agradável para os mesmos;
Simpatia pela marca – suscitar ou reforçar os sentimentos de
simpatia por uma certa marca;
Emoção, desejo, sonho – associar a marca a atributos imaginários,
símbolos valorizadores ou sonhos e emoções agradáveis, tornando desejável aos
olhos dos destinatários.
A Marca
A
marca é o que identifica determinados produtos ou serviços, diferenciando-os da
concorrência, criando valor para o consumidor e para a organização.
Quando
a publicidade contem a marca da organização, vai fazer com que a publicidade
adquira mais credibilidade e aceitação por parte do público-alvo, pois funciona
como uma garantia.
Tipos
de Marca
Existem
três tipos principais de marcas:
Marca Institucional – consiste na razão social da organização em
marca, assumindo três categorias: institucional pura (não aparece nos produtos
da organização), institucional umbrella (identifica todas as atividades e serviços
da organização), e institucional híbrida (identifica as atividades e uma parte
do produtos da organização, em que os restantes têm marcas próprias).
Marca Produto – consiste numa marca de gama, que pode
abarcar tipos de produtos diferentes;
Marca Umbrella – consiste na identificação de várias
categorias de produtos muito diferentes.
Identidade Física da Marca
O nome – deve ser curto, sem conotações
indesejáveis, internacional, disponível e defensável juridicamente e não
restritivo;
Os
componentes da marca – são os elementos que compõe a identidade
visual da marca são o logótipo e o símbolo:
Logótipo – corresponde à expressão gráfica da marca;
Símbolo – corresponde ao sinal gráfico que
identifica o nome, ideia, produto ou serviço;
Jingle – corresponde ao refrão da publicidade;
Assinatura
da Marca – slogan de posicionamento da marca, que
acompanham na sua maioria as marcas institucionais.
As
principais fases da publicidade ao longo dos séculos
Admite-se
que os primeiros vestígios de Publicidade remontam à imortal cidade de Pompeia
em Itália. Aí foram encontradas tabuletas que anunciavam combates entre
gladiadores, a localização das casas de banho e até mesmo referências aos
bordéis muito populares entre os visitantes.
Ainda
antes da Idade Média surge a forma mais popular de Publicidade: O pregão,
utilizado pelos comerciantes para anunciar a venda dos seus produtos.
A segunda etapa da história da Publicidade verifica-se no século XV com a
invenção da prensa mecânica de Gutemberg.
É
precisamente no ano de 1482 que surge o primeiro cartaz publicitário que
anunciava uma grande manifestação religiosa em Reims.
No
entanto, o primeiro anúncio publicitário aparece apenas no ano de 1625, em
Inglaterra, e seis anos depois, surge pela primeira vez num jornal uma secção
dedicada em exclusivo aos anúncios. Contudo, até então, toda a mensagem
veiculada era, predominantemente, informativa, visando apenas a descrição do
produto sem qualquer interesse em cativar o interlocutor.
Um
cenário que se repete até ao século XVIII, onde, com uma ajuda de Benjamin
Franklin, a Publicidade começa a ser encarada sob o ponto de vista do
consumidor, ou seja, os anúncios começam a ser persuasivos.
O
grande motor de toda a engrenagem da Publicidade chega com a Revolução
Industrial.
Com
a produção em série e a necessidade de aumentar o consumo dos bens produzidos,
a técnica publicitária foi-se aperfeiçoando, tornando-se cada vez mais
persuasiva e perdendo quase totalmente o seu sentido unicamente informativo.
O
aparecimento do telefone, do telégrafo e da máquina de escrever, nos finais do
século XIX, muito contribuíram para o desenvolvimento da Publicidade.
No
entanto, é com a chegada da Rádio, na segunda década do Século XX, que a
atividade publicitária ganha um novo impulso.
Tendo
em conta a elevada taxa de analfabetismo da época, o novo instrumento permite
veicular a mensagem para a grande maioria das pessoas que não sabiam ler.
Na
década de 50 assiste-se a uma das maiores invenções do século: a televisão.
Este
novo meio de comunicação vem revolucionar todo o conceito de Publicidade
dinamizando o encontro entre esta técnica e todo o universo empresarial.
A Publicidade em Portugal
No
nosso país a Publicidade, tal como a entendemos hoje, teve o seu início em
1927, com o surgimento da agência Hora, enaltecida pelo contributo do grande
poeta Fernando Pessoa, como copy durante dez anos.
Assim
como no resto do mundo o grande protagonismo da Publicidade chega com a Rádio
durante as décadas de 40 e 50. Até ao aparecimento da televisão, a rádio foi um
dos bens mais preciosos de cada lar. Em frente ao aparelho radiofónico,
famílias e vizinhos reuniam-se para saber as novas do mundo. De lembrar que
estávamos num período de guerra mundial, e a rádio assumia-se como a melhor
fonte de informação.
É a
era de ouro da rádio com os jingles publicitários lidos em direto.
No
entanto, só a partir da década de 50, com a entrada de multinacionais como a
Colgate ou a Nestlé, é que se verifica o desenvolvimento de políticas
comerciais agressivas. Esta lufada de ar fresco aliada ao aparecimento da
televisão em 1957 atribui um novo significado ao mercado publicitário.
O próspero
desenvolvimento da publicidade encontra no pós-revolução de 74 um grande
entrave. O clima de desconfiança económica de então inibiu os anunciantes para
o investimento, trazendo as inevitáveis consequências para a Publicidade.
Este
período negro da Publicidade chega ao fim já nos anos 80 com a entrada de
Portugal na Comunidade Europeia, e a natural abertura das barreiras
alfandegárias.
As
empresas portuguesas cientes das necessidades do consumidor, cada vez mais
exigente, a par da globalização dos mercados, procuram a expansão apostando no
investimento publicitário.
Verifica-se
a evolução da Publicidade em todos os sentidos, tanto na qualidade de produção
como ao nível do conteúdo das mensagens.
Hoje
a Publicidade viu já nascer e crescer diversos suportes de divulgação, quer com
o aumento das frequências de rádio, verificado nos finais da década de 80, quer
com o aparecimento de novos canais de televisão e da TV por cabo, que
revolucionaram por completo o mercado.
A
área comercial deixou de ser o objeto principal das campanhas publicitárias, a
preocupação cada vez maior com os problemas sociais levou à transformação da
Publicidade numa arma forte para a área dos serviços, sejam eles ligados à
banca ou a organizações sem fins lucrativos.
O que é a Publicidade?
A
Publicidade não é uma ciência exata, daí que qualquer definição sobre ela terá
sempre zonas cinzentas, áreas onde será difícil estabelecer a fronteira entre o
que é o Marketing e o que é Publicidade, entre a Publicidade e o Jornalismo,
etc.
A
palavra deriva do latim publicis e são inúmeros os autores que se aprofundaram sobre o seu estudo.
Philip Kotler define a Publicidade como “qualquer forma não pessoal de
apresentação ou promoção de ideias, bens ou serviços, paga por um patrocinador
identificado”.
William Wells, Jonh Burnett e Sandra Moriarty defendem a publicidade no seu livro
“Advertinsing: Principles and Practice” como a “comunicação não pessoal
paga por um anunciante identificado, que usa os mass media para persuadir ou influenciar uma
audiência”.
Acrescentam
ainda que o seu objectivo é “fornecer informação que ajude
compradores e vendedores a se encontrarem no mercado”.
No Publicitor a Publicidade surge como elemento
integrante do mix de comunicação e sobre ela diz-se que “actualmente é muito mais do que tornar público um
produto, uma ideia ou um serviço: visando alvos cada vez mais bem delimitados e
identificados, a Publicidade joga com as emoções, anseios, necessidades,
preconceitos e todo o tipo de sentimentos do recetor nas suas mensagens.”
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Conceito de Comunicação de Marketing
“ a
comunicação de marketing abrange o conjunto dos meios de que uma empresa se
serve para trocar informação com o seu mercado. Por conseguinte, contempla
tanto a comunicação de fora para dentro (ex: estudos de mercado), como a
comunicação de dentro para fora (ex: publicidade).”
A
comunicação de marketing parte da constatação de que o recurso simultâneo e
convergente a várias técnicas de comunicação vai produzir melhores resultados
do que esforços não articulados, pois cada técnica de comunicação tem as suas
vantagens e desvantagens, pelo que deve-se ponderar a sua adequação a uma dada
tarefa na situação concreta.
Evolução da Comunicação de Marketing
Embora
só tenha ganho maior importância e visibilidade que hoje denotamos, a
comunicação de marketing é tão antiga quanto o sistema mercantil. Testemunhos
provam que já existiam formas de comunicação impessoal há pelo menos cinco mil
anos, tais como: uma placa de argila babilónia de um sapateiro de há 3 mil anos
atrás; os letreiros e os pregoeiros.
Mas,
a grande viragem dar-se-ia com o aparecimento da imprensa, criando-se novos
meios de comunicação, surgindo as primeiras folhas distribuídas manualmente no
século XV, nos locais com maior frequência populacional, sendo o primeiro
anúncio impresso por William Caxton em 1477.
O
primeiro anúncio de imprensa surge na Alemanha em 1525, cujo objetivo era a
venda de uma droga milagrosa, contudo a primeira publicação regular foi editada
em 1622 (Weekly News of London), posteriormente, em 1631, surge em
Paris La Gazette, com quatro páginas e tiragem
variando entre os 300 e os 800 exemplares. Em Portugal surge em Lisboa o
primeiro semanário em 1641.
Deste
modo, os anunciantes começam a se aperceber das potencialidades da imprensa
periódica, inserindo regularmente publicidade na Weekly News of London, em 1625.
Em 1702,
surge o primeiro diário, o Daily Courant, onde era reservado um espaço para a publicidade.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Comunicação
Conceito de Comunicação
A
palavra comunicação teve origem do latim “communicare”, que significa tornar
algo comum.
A comunicação é “ a ação de comunicar alguma
coisa: notícia, mensagem, informação”.
Podemos definir comunicação como
“transmissão de informação entre um ponto e outro, ou seja, entre uma fonte e
um destinatário”.
As funções da Comunicação
Em
todo o ato de comunicação estão incluídos, obrigatoriamente, seis fatores
constitutivos: emissor, recetor, mensagem, contexto, contacto e código.
As funções da Comunicação
A
cada um destes fatores corresponde uma função:
Ø Emissor – função emotiva, destacando a
capacidade do emissor transmitir a sua mensagem através da subjetividade;
Ø Recetor – função conotativa,
Ø Mensagem – função poética, recorre a
artifícios de retórica para captar a atenção do público a que se destina;
Ø Contexto – função referencial, orienta-se
para a credibilidade recorrendo a provas físicas;
Ø Contacto – função fáctica, conserva
abertos os canais de comunicação;
Ø Código – função metalinguística, adaptam a
linguagem e os códigos consoante aos públicos a que se destinam.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Marketing
Conceito de Marketing
“Conceitua-se
marketing como uma orientação da Administração baseada no entendimento de que a
tarefa primordial da organização é determinar as necessidades, desejos e
valores de um mercado visado e adaptar a organização para promover as
satisfações desejadas de forma mais efetiva e eficiente que seus concorrentes.”
Pode-se deduzir que o
marketing nada mais é do que um mercado em constante movimento, acompanhando as
suas respetivas oscilações .
Marketing Mix
Ao abordar-se o
marketing, é frequente referir o tema Marketing Mix ou 4P´s,
cujo conceito foi criado por Jerome Mccarthy (1960), continuando nos dias de hoje a
ser usado na formalização e implementação da estratégia de marketing .
O marketing mix é “como
um grupo de variáveis controláveis de marketing que a empresa utiliza para
produzir a resposta que deseja no mercado-alvo. O mix do marketing em todas as
ações da empresa com intenção de influenciar a demanda do produto.”
As variáveis que compõem
o Marketing Mix são: Product (produto), Price
(preço), Place (distribuição) e Promotion (publicidade).
Com a evolução do
marketing e a crescente exigência dos mercados, os 4P´s do marketing mix
evoluíram para os 7P’s: People (pessoas), Process (processo) e Physical Evidence (locais).
A evolução do marketing
tradicional para o marketing digital, cuja diferença é o segundo utilizar
ferramentas online, incorporaram um oitavo P na estratégia do marketing mix: Partnerships (parcerias), afirmando
que estas são indispensáveis para alcançar os clientes online.
A comunicação é um dos
elementos do marketing mix, a qual tem de ser consistente com as
políticas de produto, preço e distribuição, sendo o ponto de partida de um
plano de comunicação a especificação clara da forma como deverá contribuir para
a realização dos objetivos e estratégias de marketing, em que estas últimas
terão de clarificar:
Metas e os objetivos de
marketing a atingir;
Ø Modo de segmentação do
mercado;
Ø Posicionamento que
permita tirar partido das vantagens competitivas da organização;
Ø Forma de utilizar os
recursos disponíveis pelas varáveis do marketing mix acima referidas;
Contudo, para ser eficaz
a estratégia de marketing deve ainda:
Ø Assegurar a
superioridade sobre os adversários num domino relevante para os consumidores
Ø Mobilizar os pontos
fortes da marca;
Ø Concentrar os esforços
num ponto crucial;
Ø Utilizar este ponto
crucial para maximizar o alcance do êxito.
Deste modo, o plano de
comunicação é parte integrante do plano de marketing da organização.
Comunicação de Marketing
Enquadramento
Com o aumento da
necessidade de cada
vez mais comunicarmos uns com os outros, e com as mutações sentidas na sociedade não só
portuguesa, mas também de diversos países, as organizações
preocupam-se constantemente com a estratégia de Comunicação e Marketing da sua
organização/instituição.
A utilização da
expressão de Comunicação de Marketing tem como função relembrar-nos que estamos perante o estudo do
fenómeno mais vasto da comunicação humana.
A Comunicação
de Marketing resume-se na utilização
de um conjunto de meios para que uma empresa consiga transmitir ao seu
público-alvo a sua oferta, captando a atenção do mesmo, tanto internamente como
externamente .
Remontando à Antiguidade
Oriental, a sua grande viragem deu-se com o aparecimento
da imprensa e de novos
meios de comunicação no
século XV.
Com a revolução
industrial e aumento geográfico do posicionamento dos mercados, aumentando
a oferta e a procura, foi
necessário o desenvolvimento da comunicação, do marketing e da
publicidade, para responder à competitividade existente.
A utilização da expressão de Comunicação de Marketing tem como função relembrar-nos que estamos perante o estudo do fenómeno mais vasto da comunicação humana.
A Comunicação de Marketing resume-se na utilização de um conjunto de meios para que uma empresa consiga transmitir ao seu público-alvo a sua oferta, captando a atenção do mesmo, tanto internamente como externamente .
Remontando à Antiguidade Oriental, a sua grande viragem deu-se com o aparecimento da imprensa e de novos meios de comunicação no século XV.
Com a revolução industrial e aumento geográfico do posicionamento dos mercados, aumentando a oferta e a procura, foi necessário o desenvolvimento da comunicação, do marketing e da publicidade, para responder à competitividade existente.
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