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terça-feira, 12 de julho de 2016

Criatividade na Prática

“Não pretendamos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode suceder a pessoas e países, porque a crise traz progressos”


Albert Einstein







Interligar ideias de forma criativa como factor competitivo - caso da Apple

A formação em campos diferentes aos normalmente abrangidos pela empresa e a capacidade de interligar ideias de forma criativa como factor competitivo no caso da Apple.


Steve Jobs, depois de seis meses na Universidade de Stanford (a origem de Silicon Valley), abandonou o curso que estava a estudar, mas não as aulas. Ficou mais um ano e meio para assistir a aulas que realmente lhe interessavam.

O Reed College contava na época com uma grande reputação em formação caligráfica. As tipografias dos cartazes e da publicidade da Universidade atraíram particularmente a atenção de Jobs, que decidiu assistir às aulas desse curso. Foi então que aprendeu a distinguir os diferentes tipos de letra, a utilizar os espaçamentos e, sobretudo, a entender (ou seja, mais do que intuir) os aspectos que, mais além da ciência, proporcionavam beleza e arte a este tipo de técnicas.

A motivação para assistir a estes cursos pouco tinha a ver com uma possível aplicação do conhecimento sob a forma de inovações no mercado. Era fundamentalmente uma motivação intrínseca. No entanto, ao fabricar o primeiro Macintosh, Jobs utilizou os seus conhecimentos de caligrafia para incluir diferentes tipografias e espaçados, revolucionando a aparência dos computadores de hoje em dia.

Outras ferramentas de apoio ao processo criativo

Outras ferramentas de apoio ao processo criativo


4X4X4


É uma técnica em grupo que serve para selecionar ideias, devendo cada indivíduo apresentar quatro ideias. Formam-se grupos de duas pessoas e escolhem-se quatro ideias. Posteriormente, formam-se novos grupos de quatro pessoas que escolhem quatro outras ideias. Finalmente, o grupo escolhe uma ideia final.

Análise Morfológica

Decompõe-se um conceito ou situação nas suas unidades ou conceitos básicos. Com estes elementos, constrói-se um quadro que permite procurar novas relações e combinações.

Biónica

Tem um funcionamento semelhante ao das analogias. Utiliza-se habitualmente no âmbito tecnológico para desenvolver novos instrumentos inspirados na natureza e nos seres vivos.

CRE –IN

É uma técnica que parte da ideia de que as pessoas têm de acreditar em si próprias para serem criativas. Trata-se de dar rédea solta aos sentimentos mais profundos e sinceros das pessoas, para que a criatividade surja do seu interior. Para que tal aconteça, esta técnica utiliza jogos que permitem chegar aos sentimentos e emoções. Está relacionada com a expressão corporal, o ioga e as técnicas de relaxamento.

Defeitologia

É elaborada uma listagem dos defeitos ou dos aspetos melhoráveis de um produto. Depois de identificar estes elementos, são apresentadas possíveis soluções para melhorar. Cada proposta constitui uma ideia de melhoramento.

Ideart

Utilizar estímulos visuais, geralmente quadros sugestivos (Miró, Magritte e outros pintores provocadores) para provocar a geração de ideias e o pensamento criativo selvagem.

Inversão

Consiste em dar a volta ao problema ou foco criativo. É alterado o sentido da apresentação para dar resposta a uma situação concreta, provocando assim a geração de ideias. Por exemplo, se um bar estiver vazio, pensar como é possível esvaziar um estabelecimento cheio: subindo a música, fornecendo as bebidas quentes, prestando um mau serviço. A solução seria pôr uma música agradável, cuidar da apresentação das bebidas e contratar um empregado especialmente amável.

Listagem de atributos

Trata-se de uma técnica orientada para o processo de criação de novos produtos ou para a introdução de melhoramentos nos existentes.
Consiste na elaboração de uma listagem dos atributos ou características do objeto em questão. Para cada um dos elementos apontados são colocadas todas as questões que nos ocorrerem: o que acontece se alterar a cor/ a forma? Esse aspeto pode ter outra utilidade? Pode ser elaborado noutra ordem? Cada resposta vai sendo anotada e, no final, são analisadas as respostas que possam constituir um melhoramento no produto.

Método 635

São formados grupos de 6 pessoas, que devem apresentar 3 ideias ou soluções cada, sobre um tema, às outras 5 pessoas do grupo de trabalho.


Método da visita


É tão simples como colocar-se no lugar de outra pessoa e tratar de descobrir como enfrentaria um problema ou situação. Com esta técnica, as pessoas dão a sua opinião sobre as atribuições dos outros e não sobre as próprias, sendo alimentados pelos restantes elementos nas competências próprias.

Relações formadas – palavras ao acaso

A combinação do desconhecido é uma maneira de forçar o aparecimento de novas ideias inovadoras que se traduzam em inovações radicais. Trata-se de procurar uma palavra ou conceito ao acaso (por exemplo, abrindo o dicionário em qualquer página e escolhendo uma palavra qualquer) e de procurar aplicações para o nosso produto ou empresa.

TRI Z

É um método especialmente recomendado para a geração de ideias radicalmente novas a partir da sistematização da criatividade no trabalho científico. Baseia-se no estabelecimento de princípios desenvolvidos a partir do estudo do processo de obtenção de uma patente.



Fonte: MANUAL DE CRIATIVIDADE EMPRESARIAL - Universidade do Algarve - CRIA Centro Regional para a Inovação do Algarve


Técnicas e Ferramentas para o Desenvolvimento da Criatividade e a Geração de ias


Técnicas e ferramentas para o desenvolvimento da criatividade e a geração de ideias.


Independentemente de um indivíduo ter capacidades e aptidões criativas ou de uma empresa ter condições para favorecer o fluxo criativo dentro dela, existem uma série de ferramentas e técnicas que facilitam o trabalho da geração de ideias.

Estas técnicas podem ser utilizadas para a geração de ideias num sentido mais geral ou ter um carácter mais específico em função das necessidades da empresa e das necessidades a que se queira responder.

Neste sentido, podem ser encontradas técnicas que sirvam para diferentes fins:

•Compreender o problema que enfrentam.
• Gerar ideias perante uma escassez no fluxo criativo.
• Selecionar das ideias existentes.
• Planear as atividades.

Brainstorming


Em que consiste?


O brainstorming ou chuva de ideias é, de forma estrita, uma ferramenta que consiste em anotar num quadro as ideias surgidas de maneira não sistematizada num grupo de pessoas para que depois possam discuti-las e selecionar uma delas.

É uma técnica básica que trata de criar um ambiente propício que favoreça o aparecimento de ideias. Favorece o trabalho em equipa, o que contribui para reforçar a colaboração entre pessoas e equipas dentro da empresa.

Grande parte das técnicas de criatividade é baseada nesta ferramenta.

Em que situações utilizar?


A utilização desta técnica é recomendada para resolver todo o tipo de situações relacionadas com a necessidade de gerar um grande número de ideias. Pode ser utilizada individualmente. Contudo, por ter uma marcada vocação coletiva, recomenda-se o seu uso em grupos de trabalho para maximizar os seus resultados.

  

Brainwritting


Em que consiste?


Trata-se de uma variante do Brainstorming, pelo que, tal como este, baseia-se numa dinâmica de grupo em que as ideias de cada pessoa são retroalimentadas pelas dos restantes participantes. O uso da técnica é simples porque utiliza várias folhas nas quais se escreve um tema na parte superior e vão sendo passadas aos participantes para que vão anotando as suas ideias.

Em que situações utilizar?


Esta técnica é eficaz para recolher ideias inovadoras de grupos de pessoas que enfrentam um problema ou uma situação que afete o projeto concreto ou o funcionamento geral da empresa.

O seu uso é recomendado com grupos em que as pessoas não se conhecem ou com pessoas que não estejam habituadas a participar em atividades deste tipo. A vantagem de escrever é que oferece maior liberdade às pessoas quando chega o momento de apresentar e falar da ideia em público.


Mapas mentais


Em que consiste?


O mapa mental é uma técnica de carácter gráfico em que se utiliza uma palavra ou conceito-chave como ponto de partida para adicionar ideias sob a forma de ramos de uma árvore ou de estrutura radial. Não existe uma forma predeterminada de representar as ideias e são as relações ou a hierarquia que o próprio indivíduo decidir que condicionam o resultado ou a forma final do mapa.

Com os mapas mentais, trata-se de facilitar a compreensão de uma questão e a forma como o indivíduo a interpreta. Mostram as relações e interligações entre ideias e conceitos em forma de imagem, de uma maneira mais visual.

Em que situações utilizar?


Os mapas mentais apresentam vantagens para a abordagem de problemas complexos e para a identificação de novas ideias. A sua utilização ajuda a ordenar melhor as ideias no cérebro. Neste sentido, a representação de informação procedente de diferentes fontes num formato simples, mostrando a hierarquia e as ligações existentes entre ideias de maneira gráfica, facilita não só a sua visualização como também a sua memorização.

Geração – SCAMPER


Em que consiste?


É uma técnica de criatividade em que, para favorecer a geração de ideias, há que responder a uma listagem de perguntas preestabelecidas.

Cada uma das perguntas representa outras tantas técnicas de criatividade e, por isso, o SCAMPER, como ferramenta integradora de diferentes técnicas, é considerado uma das técnicas mais completas e eficazes especialmente no processo divergente de geração de ideias.

No total, o SCAMPER contém sete perguntas. Cada uma das letras da palavra SCAMPER é a primeira letra de uma série de palavras que dão origem a perguntas que estabelecem uma ordem determinada no processo de geração de ideias:



  

Em que situações utilizar?


O seu uso é especialmente indicado para a fase específica de geração de ideias. Neste sentido, é utilizada depois de o problema ou situação que queiramos enfrentar já estiver colocado.


Avaliação – PNI

 Em que consiste?


Trata-se de uma técnica que permite avaliar as ideias para a sua posterior seleção com base na valorização de três aspetos:





O objetivo é identificar o potencial e os possíveis efeitos adversos de cada uma das ideias alvo de análise, para assim facilitar a tomada de uma decisão sobre qual é a mais apropriada para o negócio.

Em que situações utilizar?


É recomendada a sua utilização após ter superado a fase do processo criativo destinada à geração de ideias. A sua utilização também se encontra especialmente indicada quando já foi realizada a primeira seleção ou a avaliação vai ser efetuada sobre um número limitado de ideias ou propostas.


Outras técnicas criativas


Para além das anteriormente apresentadas, existe um vasto leque de técnicas que não respondem especificamente a nenhuma das classificações anteriores, mas que, devido à sua eficácia e popularidade, vale a pena destacar.

Seis chapéus


Em que consiste?


Os seis chapéus simbolizam os diferentes pontos de vista a partir dos quais pode ser analisado um problema ou uma situação concreta.

Procura-se que os participantes numa reunião contribuam com ideias e colaborem no processo de adoção de decisões, para o que todas as pessoas integrantes do grupo criativo utilizarão ao mesmo tempo cada chapéu ou ponto de vista para analisar uma situação ou problema.

A observação dos problemas a partir de diferentes perspetivas enriquece o resultado do debate, porque são aproveitadas as capacidades e a criatividade dos participantes para analisar, de forma exaustiva, os prós e os contras do assunto tratado. Desta forma, também se pretende evitar que as reuniões se prolonguem devido a confrontos pela defesa acérrima de posturas com réplicas contínuas.

Em que situações utilizar?


Os seis chapéus é uma técnica muito potente para pensar e é propícia para a tomada de decisões. Foi concebida para guiar debates e evitar que os participantes desviem a sua atenção, centrando-se na própria discussão.

Analogias


Em que consiste?


Uma analogia define-se como uma relação semelhante entre coisas diferentes. Do ponto de vista da criatividade, as analogias constituem uma técnica que procura a geração de ideias a partir de associações de conceitos que, geralmente, não se encontram ligados entre si.

Os problemas são encarados de forma indireta, utilizando rodeios ou paralelismos para, por exemplo, encontrar soluções a problemas existentes, resolver situações de estancamento no desenvolvimento de uma inovação ou criar novas aplicações de produtos.

Em que situações deve ser utilizada? 


Forçar as ligações existentes entre realidades que, noutro contexto, podem parecer afastadas, provocar o pensamento divergente e a geração selvagem de ideias. É recomendável utilizar esta técnica sempre que for necessário dar um impulso ou fazer uma provocação adicional, por as ideias não serem suficientemente inovadoras ou por o processo criativo se encontrar estancado.


Future Pretend Year


Em que consiste?


A expressão Future Pretend Year pode ser traduzida como “futuro ano desejado”. O que esta técnica pretende é imaginar o futuro de forma positiva, estabelecendo uma situação hipoteticamente bem-sucedida num determinado âmbito ou aspeto da empresa. Identificam-se as pessoas que são beneficiadas nesse futuro e a sua possível contribuição para a empresa. Esta informação deve ser utilizada para resolver um problema presente.

Em que situações deve ser utilizada?



Esta técnica é útil para procurar soluções quando a empresa se depara com algum problema difícil, que requer ideias criativas para superar a situação.



Fonte: MANUAL DE CRIATIVIDADE EMPRESARIAL - Universidade do Algarve - CRIA Centro Regional para a Inovação do Algarve

terça-feira, 1 de março de 2016

Exercício Criatividade II

Exercício Criatividade

Em que direcção está o autocarro a dirigir-se?

As únicas possíveis respostas são "Direita" ou "Esquerda"



Exercício Criatividade I

Exercício Criatividade

Que figura é esta?






Exercício Criatividade - Did you say something? (Disse alguma coisa?)

Exercício Criatividade

Did you say something? (Disse alguma coisa?)


Descrição
Um homem foi a um quiosque que vendia apenas garrafas de limonada de 0,5 l e entregou ao vendedor 1 Euro sem dizer nada.

O vendedor deu 2 garrafas para o homem e um troco de 20 cêntimos - cada garrafa de limonada custa 40 cêntimos.
O homem levou as garrafas e foi embora, novamente sem dizer nada.
Pergunta:
Como é que o vendedor percebeu que o homem queria duas garrafas de limonada?

Criatividade e Inovação - Parte II

O que é Criatividade?


Criatividade é a "arte" de desenvolver ideias novas e imaginativas na realidade! 

A criatividade é expressa pela capacidade de perceber e interpretar o mundo de novas maneiras, para encontrar padrões ocultos, para fazer conexões entre os fenómenos e situações aparentemente sem relação entre si e gerar soluções.

Criatividade envolve dois processos intimamente ligados: o pensamento seguido pela produção.

Se determinada pessoa tem ideias, mas não age de forma a concretizá-las, essa mesma pessoa pode ser definida como imaginativa, mas não necessariamente como "criativa"!

Criatividade é o processo de trazer algo novo para a existência. Criatividade requer paixão e compromisso. Traz à consciência slgo que estava oculta e aponta para uma nova vida!

Inovação, por outro lado, é definida como a implementação de um novo ou significativamente melhorado produto, serviço ou processo que cria valor para o negócio, o governo ou a sociedade.

Algumas pessoas podem argumentar erroneamente que criatividade não tem nada a ver com inovação. Criatividade, no entanto, é uma parte indispensável da equação da inovação. 

Não há inovação sem criatividade. O principal indicador de desempenho, tanto na criatividade como na inovação, é Criação de Valor.

Definir criatividade não é fácil, pois há muitas definições, cada uma apontando para aspectos específicos do mesmo conceito. 

Por exemplo, a definição proposta pela Enciclopédia Britânica é que: "(criatividade é) ... a capacidade de produzir algo novo através da capacidade imaginativa, referindo-se a uma nova solução para um problema, um novo método ou dispositivo, ou um novo objecto artístico ou forma".

Criatividade e Inovação - Parte I

Definir o cenário

Todas as organizações que operam hoje em dia num contexto sócio-económico e institucionalcaracterizam-se por uma procura constante da eficácia e eficiência quer em termos qualitativos quer em termos de recursos.

Assim a criatividade e a inovação têm-se tornado, nas últimas décadas, a os pontos essenciais  para essa procura.

A concorrência globalizada e a rápida evolução tecnológica, a velocidade das mudanças que ocorrem dentro de muitos mercados e ambientes organizacionais, nos últimos anos, aceleraram drasticamente. 

Criatividade e Inovação são frequentemente citados como os meios pelos quais as organizações devem responder a esta mudança e explorar as muitas oportunidades, que acompanham ou resultam desta mudança.

"Inovar ou ficar para trás: o imperativo competitivo para praticamente todas as empresas hoje é assim tão simples"! (Leonard e Straus (1997), Harvard Business Review). E esta visão é amplamente compartilhada por Peters (1990) e Beck (1992).

"O que acontece quando os teus concorrentes são tão competentes como tu e o teu custo-eficácia não é mais uma vantagem única?" Foi a pergunta crucial levantada pelo guru da criatividade, Edward De Bono (1995). 

Criatividade é essencial para qualquer negócio. Vamos supor que a criatividade é a capacidade de gerar valorização. Não há nenhuma maneira óbvia através da qual uma empresa possa gerar e manter uma vantagem competitiva sem algum tipo de processo/procedimento. 

Profissionais da área assim como investigadores têm tentado compreender os fatores que ajudam ou dificultam a criatividade.

Um dos elementos essenciais para o sucesso organizacional é a sua adaptação, que se manifesta como as pessoas são capazes de introduzir e aceitar as mudanças através do desenvolvimento de iniciativas baseadas na criatividade e inovação. 

Para incentivar a criatividade, todas as organizações precisam para criar um "clima" que apoia e permite o pensamento criativo dos seus funcionários. 

As organizações devem continuamente procuram remover obstáculos e barreiras que possam impactar negativamente na criatividade e, ao mesmo tempo, melhorar os fatores que promovem a criatividade.


In "FIERE ▪ Desenvolvimento do Empreendedorismo Inovador nas Regiões da Europa"