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segunda-feira, 21 de março de 2016

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal VII

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal

FALAR EM PÚBLICO


Habitualmente pensamos que aqueles que são bons a falar em público já nasceram assim, o que não é verdade. Os bons comunicadores normalmente passaram muitos anos a praticar e a melhorar o seu desempenho, a aprender como organizar, preparar e realizar um discurso e como manter o interesse do público. Um grande esforço, vontade e assiduidade são normalmente ingredientes para alguém se tornar um bom comunicador. 

Nesta situação, o dito que a prática ajuda a perfeição é totalmente verdade. Todos aqueles cujo trabalho está directamente relacionado com o falar em público têm de desenvolver todas as competências relacionadas com esta actividade pois esta actividade pode ser a base do seu sucesso e progressão na carreira.

Existem diversas questões relacionadas com o falar em público:

Qual o objectivo da apresentação? 

Existem dois objectives básicos, informar e causar impacto. Se o nosso objectivo é informar, significa que estaremos a transmitir aos ouvintes instruções, conhecimento, etc. Se o nosso objectivo é causar impacto, então pretendemos ter influência nos ouvintes de tal força que o nosso propósito seja alcançado. Podemos influenciar os seus pontos de vista, os seus comportamentos e acções.

Quem serão os ouvintes? 

Quando nos preparamos para um discurso temos que nos informar a priori sobre quem serão os nossos ouvintes, o que já sabem sobre o tema do discurso, quais os seus interesses, porque estarão a ouvir o nosso discurso ou apresentação e o que poderão ganhar com aquela experiência. Também teremos necessidade de saber a sua idade, sexo, Educação para podermos ajustar a nossa linguagem às suas características.

O efeito da apresentação vai depender da atenção dos ouvintes. Aqui é necessário ter em consideração que a atenção vai atingir o seu máximo no início da apresentação mas que após 10 ou 15 minutos precisa de ser novamente estimulada.




Preparação para um discurso ou apresentação pública


Os principais aspectos da preparação são os seguintes:

Escolha do estilo da apresentação: distinguimos entre o estilo didáctico ou narrativo e o estilo interactivo. Se um orador decide usar o estilo didáctico ele actuará como um expert que narra o conteúdo podendo usar diferentes instrumentos. Os ouvintes observam-no e estão atentos.

Quando se usa o estilo interactivo, o orador desafia os participantes a, activamente, tomarem parte na apresentação, a falarem uns com os outros, a trocar experiências e a praticarem. Desta forma, o orador recebe feedback imediato sobre o que os ouvintes sabem sobre o tema.

O local onde a apresentação terá lugar: tem de estar de acordo com o objectivo da apresentação e com o estilo escolhido. Mesas, cadeiras, equipamento audiovisual tem de ser preparado de forma a assegurar que os ouvintes se sintam confortáveis e permitam um bom contacto visual com o orador. É recomendável que as cadeiras estejam dispostas num semicírculo, circulo, letra U, etc. Na frente das cadeiras deve estar uma secretária que pode ser usada para tirar notas. 

Se necessário, devem-se instalar microfones. Deve-se, igualmente, prestar atenção à temperatura da sala, ventilação e iluminação.

A preparação do conteúdo da apresentação: deve-se escrever o conteúdo e a estrutura do discurso. Os oradores pouco experientes devem escrever o conteúdo complete bem como criar um script (conteúdo com comentários para a realização do discurso). Os oradores mais experientes podem escrever apenas os tópicos do discurso e a forma como o devem realizar. Mesmo sob pressão ou em circunstâncias dinâmicas, um orador de sucesso pode escrever os principais tópicos.

É necessário preparar a introdução; esta encerra 3 funções: captar a atenção da audiência; criar uma boa relação com os ouvintes e introduzir os principais tópicos da apresentação. Pode-se começar colocando uma questão, fazendo alguma declaração, referindo alguém famoso ou algum evento; citando alguém ou mesmo até apelando para os sentimentos da audiência ou para o seu humor.

O corpo da apresentação deve ser preparado de acordo com o estilo do conteúdo. Para um estilo didáctico é necessário preparar um conteúdo substancialmente maior. É necessário definir o tipo de linguagem, os principais pontos a enfatizar e a forma como se realizará todo o processo.

Também é necessário pensar nos exemplos e de que forma eles deverão ser apresentados, etc.

Devem-se usar exemplos simples, concretos, usar as palavras com cuidado pois é necessário ter presente o impacto que estas irão causar na audiência (as palavras encerram emoção, energia).

A conclusão é um sumário do conteúdo. Pode ser apresentado com a ajuda de questões; pode-se igualmente recordar a audiência de quais foram os aspectos principais da apresentação ou pode-se motivá-los através de algum tipo de actividade.

A preparação do material: habitualmente, a pessoa que prepara a apresentação também prepara os materiais necessários. Começa-se este processo com a recolha de material a partir de diversas fontes (literatura sobre o tópico, a partir dos media ou a partir de documentação específica); também se pode recorrer a outras pessoas (colegas, peritos, amigos, parceiros de negócio).

Também se pode preparar algum material para ser entrega à audiência pois normalmente
ela está, precisamente, à espera disso. Com este tipo de material torna-se mais fácil prestar atenção; podem também mais facilmente tirar notas e uns breves instantes de distracção não os prejudica.

O esquema da apresentação: esta deve constituir, em primeiro lugar, uma ajuda para o orador.

Este deve escrever a ordem das actividades bem como o tempo necessário para cada uma
delas. Durante a apresentação, este esquema deve estar junto do orador para que ele possa controlar o tempo.

O discurso teste: antes de um discurso ou de uma apresentação importante, sobretudo os menos experientes nestas actividades, devem fazer um ensaio em condições que sejam as mais próximas possíveis daquelas que irá encontrar na situação real. Desta forma estará a testar a adequação do conteúdo, o tempo necessário para fazer a apresentação, o funcionamento do equipamento audiovisual, etc.

Verificação dos recursos: mesmo antes de a apresentação ter início deve-se verificar se o espaço está adequado, se o equipamento está pronto, se o material a distribuir à audiência está pronto, se o equipamento técnico funciona, se as notas estão prontas, se o esquema está com o orador, etc.


Execução do discurso e da apresentação


Uma boa execução não disfarça uma má preparação. No entanto, uma má execução pode reduzir a eficácia de uma boa preparação.

Comportamento em frente à audiência: um orador deve, habitualmente, colocar-se por detrás de um púlpito caso tenha que falar para um grupo grande. Ele necessita de ter uma boa postura, distribuindo o seu peso por ambas as pernas. Caso tenha que falar para um grupo pequeno, pode-se mover / deslocar pelo meio deles mas de forma cuidada, evitando pôr-se de costas para eles.

O entusiasmo do orador é evidenciado quando ele revela um interesse genuino sobre o assunto que está a apresentar. Ele tem de dar a impressão que o tópico é realmente interessante pois esta é a única forma de captar a atenção da audiência e fazer com que esta memorize o seu conteúdo. O entusiasmo é como um imã; o orador deve procurar captar a atenção com, por exemplo, histórias interessantes, piadas, etc.

O orador medeia a mensagem usando a sua voz. Desta forma, ele tem que ter em mente a sua expressividade (a cadência, o volume, a cor, a entoação), as pausas e as palavras chave. Um volume elevado e grande velocidade apenas intensificam a voz. Se o orador fala muito alto, isto pode mostrá-lo como sendo uma pessoa autoritária, não promovendo a cooperação da audiência.

O discurso começa logo que o orador entra na sala pelo que deve estar atento a que qualquer coisa pode prejudicar uma primeira boa impressão. Os seus gestos iniciais devem chamar a atenção da audiência. Quando chega ao local de onde vai realizar a sua apresentação, deve preparar os seus materiais (ex: transparências, esquema) com cuidado.

Uma saudação com um sorriso é sempre bem vinda. Esta deve ser seguida de uma apresentação pessoal do nome e apelido, profissão, formação, organização, posição ocupada; também pode apresentar uma curta biografia. O uso de anedotas no início de uma apresentação pode causar impacto, caso esta seja adequada. O orador deve explicar, de forma breve, o conteúdo e a estrutura da apresentação.

Um orador nunca deve começar por pedir desculpa pelos recursos inadequados, pelo espaço inapropriado, pela má iluminação, doença, etc. A audiência espera sempre o melhor do orador, e no mínimo, é isto que ele terá de dar.

O contacto visual ajuda a manter a atenção do ouvinte e também aumenta a confiança no orador bem como permite a este monitorar a reacção da audiência ao que está a ser apresentado.

Um orador que parece estar ausente dá a sensação de estar a esconder algo. Também não deve focar a sua atenção em apenas uma pessoa; pelo contrário, deve percorrer a audiência com o seu olhar, mesmo a que está mais longe. Quando se posiciona em frente à audiência deve percorrer toda a sala com o olhar detendo-se em cada zona cerca de 3 segundos.

As questões funcionam como um recurso para atrair a cooperação da audiência, o que poderá ter um impacto positive na eficácia de uma apresentação. Se não houver resposta por parte da audiência, pode ser o próprio orador a provocar o diálogo. Questões provocadoras devem ser sempre respondidas com calma.

O orador deve constantemente controlar o tempo de duração da apresentação. Se não houver relógio na sala, deve colocar o seu em cima da mesa para controle do tempo. Se dá conta que o tempo está a passar muito depressa, pode sempre suprimir conteúdo menos importante da sua apresentação. Esta deve terminar exactamente à hora prevista.

Quando se chega à parte final da apresentação é preciso ter em conta que, se a primeira impressão é vital, a última impressão fica com o ouvinte. As ideias principais, os factos, as soluções, os materiais e as possibilidades têm de ser resumidos. Pode-se perguntar à audiência se têm questões e procurar responder-lhes; pode-se também informar a audiência de que forma pode contactar o orador caso pretendam colocar mais questões. O momento da discussão pode constituir a parte com mais valor para o orador pois permite-lhe receber o feedback e a avaliação da sua apresentação. A conclusão tem de ser forte, convincente e firme pois a audiência tende a escrevê-la.

Quando a apresentação acaba, o organizador agradeço ao orador. Se houver aplausos, o orador aceita-os com compostura e expressa a sua gratidão. À medida que a audiência abandona a sala, o orador deve manter-se disponível para responder a mais questões. A recolha de todo o material deve apenas ocorrer depois da audiência ter deixado a sala.

Uso da Comunicação não verbal e de equipamento audiovisual: um orador deve ter em conta que não são só as suas palavras, mas a imagem completa, que terá impacto nos ouvintes.

Assim, o orador deve ter cuidado com o seu comportamento enquanto fala. O comportamento corporal deve apoiar as palavras usadas pois é a única forma de convencer a audiência.

O vestuário também tem um efeito comunicativo. Precisa de ser formal e ter classe. Um visual adequado revela a auto confiança do orador. Espelha a relação com a profissão, com a posição ocupada e com a organização à qual pertence.

Análise de erros


Após uma apresentação ou discurso, um bom orador deve sempre perguntar-se se cometeu algum erro. A base para a análise é a informação de retorno que se recebe em conversas com a audiência, organizadores, amigos, colegas, etc. O orador também não deve negligenciar os seus sentimentos e observações. Tem de ter consciência que a apresentação é uma competência que pode ser melhorada com a prática cuja base de aprendizagem é a experiência e os erros.

Técnica dos 4MAT

Na programação neuro linguística, para a apresentação e mediação da informação recorre-se ao sistema 4MAT. Esta é uma técnica eficiente, que exige uma apresentação cuidada:

MINI – O QUÊ: diz-se exactamente de que é que vamos falar. Refere-se o tópico de forma breve, bem como a sua estrutura e os motives para a sua apresentação.

PORQUÊ: pode-se começar com uma história, uma metáfora, com um exemplo típico, concreto, com o uso de frases universais (“tenho a certeza que todos já conhecem a situação em que…”). Vai-se geralmente dos aspectos gerais para os específicos.

O QUÊ: explicam-se os dados, os factos; usam-se números, estatísticas, teses, ideias, sugestões recorrendo a ajudas visuais COMO: pensa-se nos exercícios a usar, na forma como vamos promover a discussão, trocar ideias, opiniões, analisar um problema. Nesta fase procura-se apresentar o conteúdo recorrendo a exemplos concretos.

O QUE SE: faz-se um resumo, pensa-se na forma como transferir o conteúdo para a prática, como usar o novo conhecimento e informação de forma eficiente. Também se pode convidar alguém que já tenha experiência nesta área, a partilhar a sua opinião.


Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal VI

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal


Espaço Pessoal


Todos os seres vivos, sejam pessoas ou animais, tem um certo espaço a sua volta que lhes pertence sem nenhuma convenção escrita ou oral – é-lhes simplesmente dado e precisam dele para o seu desenvolvimento e sobrevivência.

É um meio comunicativo muito importante. Pertence a todo o individuo como prolongamento do corpo e define a distancia entre a pessoa e os outros seres da mesma espécie.

O resultado dos diferentes inquéritos que abordam esta questão diferem enormemente, porque se torna impossível generalizar e identificar o resultado, a necessidade e o uso desse mesmo espaço utilizado por cada pessoa em todo o mundo.

As diferenças são em termos de espaço, de largueza, consoante a densidade da população e os padrões de comportamento.

A maioria dos autores da investigação na área do trabalho tem tendência a dividir este espaço nas seguintes zonas, estando a diferença nos nomes e distancia entre os interlocutores:

• ZONA INTIMA – engloba a distancia ate 45 cm. da anca. Apenas podem entrar nesta zona os favoritos dos comunicadores, por exemplo, esposa, marido, filhos, pais, parentes e amigos próximos; aqueles com os quais se tem maior ligação emocional ou cuja proximidade, toque, cheiro, voz e sussurro não o perturbam.

•• ZONA PESSOAL – engloba a distancia de 45 cm a 120 cm. Podem entrar nesta zona apenas pessoas que já conhecemos ou estamos a conhecer, a quem apertamos a mão ou com quem convivemos. Estes são os conhecidos, amigos, colegas de trabalho, parceiros de negocio.

Devemos respeitar esta zona no nosso local de trabalho, quando estamos sentados á mesa, seja em casa seja em locais públicos.

 ZONA SOCIAL – engloba a distancia de 120 cm a 360 cm do corpo. E a zona em que nos movimentamos em reuniões, conferencias, parcerias de negócios, quando encontramos pessoas oficialmente, num grupo de pessoas desconhecidas.

O equipamento de escritório e feito com base nestes standards, por exemplo, bares, mesas de reuniões ...

 ZONA PUBLICA – engloba a distancia superior a 360 cm. Esta é a zona dos oradores em publico num palco, a frente de um publico, pois permite uma maior exposição, indica uma posição destacada entre os outros e uma importância excecional.

Não levar em consideração estas distancias em diferentes ocasiões – o assunto mais desagradável e critico é passar do limite pessoal para a zona intima – pode despoletar um mecanismo de defesa dentro de nós, que resulta no aumento da batida cardíaca, respiração mais rápida, suor, falta de concentração.

Não se deve invadir inconscientemente a zona próxima de outra pessoa.

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal V

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal

Cultura do Vestuário



Antes de começarmos sequer a falar, são a nossa roupa e aparência que falam por nos. A aparência física esta, portanto, a tornar-se cada vez mais importante no mundo dos negócios.
É necessário investir em nos, pois podemos beneficiar consideravelmente do facto de parecermos asseados e vestidos apropriadamente.
Já que as pessoas de negócios estabelecem muitos contactos com outras pessoas, tem que compreender que representam a sua instituição, o seu trabalho, bem como dão uma imagem de si próprias. A boa aparência promete, certamente, confiança.

Como a reputação e a confiança são qualidades muito conceituadas no mundo dos negócios, a moda também favorece esse tipo de vestuário. Uma variedade de cores, padrões e estilos de vestuário tem o seu discurso, sugerem um contexto ao qual respondemos emocionalmente. O mundo dos negócios prefere, portanto, cores e padrões neutros.
A cultura do vestuário revela uma natureza muito dinâmica e permanece, assim, dependente de influencias externas e tendências de moda. O vestuário é, igualmente, uma expressão de individualidade.
No entanto, o mundo dos negócios impõe regras que definem exatamente os tipos de vestuário e calçado apropriados para uma ocasião especifica pelo que devemos segui-los.

Relativamente à preparação e manutenção da aparência pessoal, devemos ter em conta as ideias abaixo apresentadas:
  • Informação (onde queremos ir, o que desejamos comunicar);
  • Concordância (da roupa, da silhueta, cores, estilos, materiais);
  • Conforto;
  • Integridade (roupas, asseio, acessórios).

De uma maneira geral, o vestuário deve ser simples e limpo, bem escovado e as cores não devem ser berrantes.

No trabalho devemos estar sempre vestidos apropriadamente e parecer asseados. Há uma regra infalível que diz: as roupas devem estar limpas, ser estéticas e não chamar a atenção para elas. O vestuário deve acentuar apenas o seu comportamento profissional.
O significado do vestuário elegante no mundo dos negócios deve ser aceite como um todo e criar uma relação baseada nas características pessoais e profissionais.
Algumas empresas adotam um dia menos formal em alguns dias da semana, normalmente as sextas-feiras, para sair da rotina do vestuário de trabalho mais formal, especialmente para os homens.

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal IV

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal

Modulação de Voz




A voz faz parte do discurso e atribui um sentido adicional ao conteúdo que exprimimos verbalmente.

Também revela as nossas emoções e estados de espírito, condições de energia e de saúde ou nervosismo.

O seu timbre, pronúncia, entoação comporta 38% de informação na comunicação direta, podendo revelar o nosso estado de espírito, designadamente, a falta de interesse do comunicador na sua mensagem, conversa e a sua relação com o emissor, mostrando autoconfiança ou então incerteza.

Somos incapazes de controlar integralmente a nossa voz, mas podemos adaptá-la, silenciá-la, ritmá-la, entoá-la, acentuá-la, mudar a maneira de falar e mudar o conteúdo da mensagem.

Na comunicação não-verbal, o tom de voz, o seu som e qualidade são importantes.

O recetor fica mais convencido se ouvir um tom sincero de voz, volume apropriado, entusiasmo e convicção do que com o conteúdo.

É horrível se alguém fala de uma maneira pouco clara, monótona, fraca ou suave demais.

Esses oradores suscitam um sentimento de duvida, falta de interesse ou cinismo.

O tom do discurso também e importante. Todos os elementos da fala tem a ver com este assunto menos o contexto: a modulação do discurso, os intervalos, o volume, o ritmo.

O tom inclui também os sons sem as palavras (o gemido, suspirar, fazer estalidos com a língua).

Se o texto que nós estamos a pronunciar não estiver em consonância com o nosso tom de voz, o ouvinte prestara mais atenção ao tom do que ao conteúdo da mensagem.

Geralmente, não levamos muito em conta o ritmo de discurso do orador desde que esteja de acordo com as nossas expectativas.

A modulação e definida pela maneira de levantar e baixar a voz. Nas perguntas, a nossa voz aumenta, quando há uma virgula a nossa voz também aumenta, mas de uma forma diferente.

Quando lemos em voz alta, os sinais de pontuação que usamos funcionam como instruções para a melodia do nosso discurso.

A melodia do discurso inclui muita informação a nível de conteúdo, bem como a nível de relação.

A velocidade de discurso da informação adicional da qual o orador não esta consciente.

Se pensarmos que falamos devagar demais, podemos aprender a falar mais rapidamente fazendo exercícios.

Frequentemente só as pessoas que praticam, repetindo um texto varias vezes, sem duvida que falam depressa demais e, como resultado, são pouco claros (telefonistas ou profissionais de secretariado em empresas quando pronunciam o nome e endereço da empresa, vendedores quando apresentam um produto).

A regra geral é: quanto menos familiar for a nossa informação dada aos outros, mais lentamente devemos transferir essa informação para sermos bem compreendidos.

A velocidade do discurso pode ser igualmente influenciada por intervalos.

Uma voz clara e uma boa dicção facilitam a comunicação de qualquer mensagem.

Independentemente do conteúdo, o discurso pode ser pronunciado em tom de voz alto, numa voz baixa, lento, rápido, suave, duro, claro, inexpressivo, usando a ênfase ou sendo monótono.

Se virmos uma imagem sem um som, compreendemos muito menos do que tendo ambos simultaneamente.

O quadro seguinte apresenta vários exemplos comparativos de imagens e discurso sonoros, com a impressão prevalecente do discurso:

Impressões deixadas por certas atitudes.


Quando o telefone toca, se estiver a discutir, conte até três, respire fundo, sorria e só depois atenda o telefone.

Apesar da outra pessoa não o poder ver, facilmente captará a sua má disposição, e isso nem é bom para a sua imagem, nem para a imagem da sua organização.

Mesmo do outro lado da linha, a outra pessoa pode notar a diferença entre falar com alguém que esta em pé ou sentada.



“Além disso, quando quiser falar mais seriamente, instintivamente levanta-se e isso é compreendido pela outra pessoa que muda, quase sempre, para um tom de voz mais calmo”.

“Uma pessoa não só se identifica com o que diz, mas como o diz, com a sua voz e as palavras usadas”.

O tom de voz deve coincidir com o tom natural. Deve reforçar o que tenta transmitir ao seu interlocutor. Deve manter o mesmo tom de voz que essa pessoa tem e este tom só pode variar quando der ênfase a um aspecto especifico da conversa.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal III

Comunicação Não Verbal - Linguagem Corporal

Gesticulação


Comunicamos com as nossas mãos mesmo quando não estamos a falar.

Por essa razão, devemos lembrar-nos do papel da comunicação dos nossos movimentos de mãos e a atenção que despertam.


Apenas quando compreendemos o simbolismo e o significado dos movimentos, os gestos e a posição do corpo, é que podemos decidir por nós se queremos usar a gesticulação ou não.

É de vital importância que as nossas mãos estejam limpas e bem cuidadas.

As unhas devem estar cuidadas e cortadas; as unhas mostram a nossa condição de saúde, a vida interior e a relação que temos com o nosso corpo.

As unhas dos pés transmitem informação aos outros, quanto à nossa disciplina e capacidade de auto controlo, acerca das nossas frustrações e tensões.

Os gestos, juntamente com outra comunicação não-verbal, tal como a postura e a mímica facial, formam uma parte importante da linguagem corporal.

Se quisermos comunicar clara e eficazmente numa reunião é necessário usar gesticulação apropriada.

Vários gestos dão apoio adicional àquilo que dizemos.

Não podemos esquecer que um uso excessivo de gestos, tal como bater na secretária, causa sentimentos desagradáveis.

 É muito provável que uma tal conduta violenta desvalorize tudo o que dissermos.

Gestos individuais podem ser combinados de uma certa forma e apenas essa forma como um todo dir-nos-á o que o comunicador pensa de nós.


“Até que nós conheçamos as nossas mãos e aprendamos a controlá-las, diremos às pessoas o que desejamos esconder”
(Kneževič, 2001, p. 156).


A linguagem gestual revela:




Cruzar os braços ou as pernas na direção contraria da pessoa com quem se esta a falar, pode significar que estamos a rejeitar a mensagem que o interlocutor esta a transmitir.

Cruzar os dedos com muita forca, pode mostrar tensão ou irritação.

Cofiar o queixo pode ser uma maneira involuntária de dizer a outra pessoa que estamos a avaliar a situação.

Bocejar pode significar falta de interesse ou que e necessário fazer um intervalo.

Braços cruzados revelam uma atitude de defesa; dedos cruzados revelam equilíbrio de sentimentos.


Mostrar as mãos abertas e sinonimo de mostrar franqueza, sem ter nada a esconder.


“Os gestos devem ser os mesmos que faria se estivesse com os seus amigos ou no escritório. Aja naturalmente, sem gestos em demasia”

Coçar as mãos pode demonstrar expectativas positivas.


“Quando coça o olho e dirige o olhar para o outro lado, isso significa que não tem coragem para olhar a pessoa com quem está a falar porque está a mentir. Afastar a gola do pescoço significa que está nervosa porque está a mentir. Coçar a orelha é um gesto típico trazido da infância que significa que não quer ser repreendido”.


As mãos mostram agilidade e desenvolvimento normal da situação.

Por essa razão, uma posição natural deve ser adotada.

Estas não devem ser mantidas numa posição forçada, pois revelam insegurança.

As mãos devem seguir o ritmo da comunicação e devem ajudar a reforçar aquilo que queremos transmitir.

Os gestos aparecem em consonância com as palavras e as frases e devem ser interpretadas dentro do contexto em que são produzidos.


Apertar a mão


“Uma questão importante quando se cumprimenta um visitante e saber como cumprimenta-lo – se um baixar de cabeça é suficiente temos de esperar que o nosso visitante mostre interesse em apertar-nos a mão…”


“Apertar a mão é algo que nos vem dos tempos pré-históricos. No passado, os homens levantavam as mãos para mostrar que não tinham armas, não tinham más intenções e que vinham em paz. Este gesto foi-se modificando e hoje as pessoas estendem as mãos umas às outras e apertam-nas, o que na maioria dos países é feito no primeiro encontro ou nas despedidas .”


É a pessoa mais velha que primeiro oferece a mão. Um homem não estende a mão a uma senhora.

É ela quem deve tomar a iniciativa (exceção: o superior oferece a mão ao subordinado, se assim o entender).

Uma senhora sentada pode apertar a mão a alguém mais novo, ou um homem da mesma geração, sem se levantar.

Se ele ou ela for o anfitrião ou num contacto de negócios, ela ou ele deve levantar-se.

Enquanto uma senhora pode dar a mão com uma luva calcada, o homem deve sempre retira-la.

As mensagens transmitidas pelos movimentos das mãos são sempre muito mais persuasivas do que as mensagens verbais. Não só quando estão em movimento, mas também quando estão em repouso, atraem a atenção das pessoas. Podem mostrar impaciência, frustrações, insatisfação, comportamento despótico, alienação, inquietude, entre outros.

As formas possíveis do aperto de mão são as seguintes: aperto de mão simples, aperto de mão usando ambas as nossas mãos, aperto de mão incluindo o braço, aperto de mão batendo no ombro e apertar a mão dando igualmente um abraço.

Abraçar e bater no ombro pode ser sinal de celebrar um evento (por exemplo, desportistas).

A mão virada para baixo significaria autoridade, agressividade, enquanto a mão virada para cima pode significar lealdade e dependência.

O aperto de mão normal deve ser com as mãos de ambas as pessoas na vertical.

Aqueles que dão apertos de mão com a mão mole são considerados comunicadores fracos e desagradáveis.

Um aperto de mão forte demais é entendido como agressivo ou como sinal de carácter robusto.

Dar um aperto de mão apenas com os dedos é sinal que este não foi bem sucedido.




O toque


O toque é o principal dos sentidos; é um ato que se pratica com os dedos, mãos ou qualquer outra parte do corpo. 


O que nos interessa aqui é sobretudo o toque de mãos. 


O toque é a expressão do contacto mais íntimo com uma pessoa. 


Alterações emocionais diferentes ocorrem dentro de cada um de nós quando tocamos alguém, pois pode ser reconfortante, ou pelo contrário, desagradável ou mesmo repugnante.



Nas relações interpessoais, o toque pode ter também um efeito negativo, pois pode ser entendido como agressividade, uma interferência na personalidade do interlocutor.

Há numerosos fatores a considerar no que ao toque diz respeito, que derivam da cultura, da religião, dos hábitos, do contexto, do passado, do formalismo, entre outros, e que influenciam as pessoas quando se cumprimenta alguém.

Para cumprimentar Japoneses, não se lhes toca, apenas se baixa a cabeça, mostrando respeito e distancia. 

Se virmos dois amigos em Portugal, eles normalmente tocam-se durante uma conversa, com o intuito de captar a atenção, para mostrar simpatia ou, apenas, para mostrar ternura, o que e um comportamento natural nas culturas Latinas.


Significados possíveis para os contactos de mãos.